Home Data de criação : 09/09/27 Última atualização : 11/10/17 11:40 / 21 Artigos publicados

Loucura, loucura!  (Mão de Vaca) escrito em quarta 18 novembro 2009 14:44

Avarento, Molière, Montagem, Palhaço

Blog de bilazinhadamamae :Bilazinha da Mamãe na era digital!, Loucura, loucura!

Ainda falta trabalho. Conclusão inevitável a que chegamos nos últimos ensaios. E muito trabalho! Para atualizá-los dos últimos acontecimentos, basta contar que voltamos a ensaiar as cenas iniciais, como fazíamos no começo e...surpresa... elas estão parando e parando e parando. O motivo esbarra, ainda, na falta do texto, no clown pessoal que muitas vezes some e, como consequência de tudo isto, falta ritmo ao espetáculo.

Não sabemos quando vamos estrear. Espero que em breve. Alguns arriscam 2011. Hehe. Brincadeira. Mas não há previsão. Minha opinião? Não tardará. Confio no trabalho dos palhaços e penso que, ultrapassadas algumas barreiras como a falta de tempo de alguns para estudar o texto, o espetáculo vai ficar pronto, mais cedo que alguns esperam.

O Joaquim tem descoberto novas marcações. O diretor Marton Maués tem me dado uns toques interessantes, para me posicionar melhor na cena. Adoro quando param uma cena em que estou, para aprimorá-la. O silêncio do diretor me deixa na maior dúvida. Gira na minha cabeça mil abobrinhas: "Está saindo direito?? Ande, fale alguma coisa!". Coisas de aprendiz...

Quero destacar, ainda, alguns personagens tão interessantes quanto inusitados. Trata-se dos loucos, que andam aparecendo cada vez mais para assistir nosso ensaio. Não só assistem, como interferem. Já não sei se são loucos ou uma platéia mais corajosa e desinibida. O fato é que causam certo temor, ao mesmo tempo em que às vezes compõem a comicidade do espetáculo. Ontem, um deles queria usar as baquetas do instrumento. Convenci-lhe a devolver as baquetas, sentando-se ao meu lado, em cena. O ar maltrapilho combinava com Mestre Joaquim. Aí, não sei se acidentalmente, ele quase aplicou-me uma vassourada no nariz. Fiquei com certo medo, só consegui responder, meio áspero: "Violência não!". Rsrs. Tiraram-no de lá e eu até levei uma bronca por tê-lo deixado ficar. Logo em seguida, a guarda municipal, atendendo à velha ordem do "vigiar e punir", apareceu na área, cercando o elemento. O louco saiu correndo, gritando: "Deixa pra lá, deixa pra lá!". E não sei viu mais aquele sujeito magro, negro, maltrapilho e tachado de louco, que estivera atrapalhando o ensaio, com falas fora de hora e, muitas vezes indecorosas. Uma figura...

Rua é assim mesmo... Uma loucura!

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2 comentário(s)

  • Telma Monteiro mailto

    Ter 01 Dez 2009 01:04

    Uma cena bem non sense (e circense!) esse encontro do louco e do clown!Seria um embate maravilhoso no palco (c/ direito a vassoura de miriti,q é + leve!Hehe.) Os dois perdidos numa praça,únicos passageiros de uma realidade fantástica...
    Já leste A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio?

  • Suani

    Qua 18 Nov 2009 20:27

    É menina, rua é assim mesmo!!!!! Teatro de Rua é uma escola, principalmente para os improvisos.Imagina se estivéssemos mesmo apresentando o espetáculo?Teríamos que nos virar, pensar em uma solução...Coisas de rua, das pessoas que nela habitam...Fiquei com medo tbm na hora que ele esfregou um pouco a vassoura em teu nariz, da Bilazinha, do Joaquim...Sei lá...De vcs três, rsrsrsrsrsrsrsrsrs!!!! Com relação a ontem, bem, quase todo ensaio falamos nos mesmos pontos, tem hora que avança, tem hora que não, fazer o quê? Só ajudar e apoiar nossos caros colegas!!!! E a estreia?Hum, sou menos otimista que vc!!!!!!


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