Os Palhaços Trovadores completaram onze anos de existência. A festa ontem foi lindíssima, nos divertimos como crianças. Ou nem tanto... De qualquer forma, prendi o choro na hora dos parabéns, quando compartilhei daquela alegria com eles. Apaixonante. Senti vontade de escrever aqui uma pequena homenagem ao aniversário do grupo. Um poema singelo sobre paixão, que escrevi após apresentar com eles pela primeira vez, ano passado, "A morte do Patarrão". Lá vai:
Quero dizer-te, nariz encarnado, dos meus sentimentos por ti
Não sei por que, mas me peguei estes dias a pensar
E quase sem querer, conclui
Que te amo perdidamente e ouso me declarar
Tu me fizeste mais sincera, me trouxeste alegria
Tornaste a vida mais leve, por uma ou duas horas talvez
Quase virei criança, entrei numa doce nostalgia
Conheci meu ridículo, esqueci a lógica e a sensatez
Quando estou contigo, por breves instantes,
As horas passam devagar e os números, saltitantes,
Ganham, cada um, uma cor, ao som de uma trova ou gargalhada
Eu me pego de olhos grandes, maquiada
Ganhando beijos e choro de criança, brincando, assanhada
Meu nariz querido, meu nariz encarnado
Ninguém toca nessa hora
Meu nariz tão lindo, meu nariz sagrado
De longe, manda todo pesar embora
E faz a gente pensar que paixão acontece a qualquer hora
Que a dor passa e não existe desamor
Fica só essa doce sensação que tenho contigo
De amar, de voar, de encontrar um velho amigo
De ser um exagero mais gostoso de quem sou
:* 